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Dor no peito nem sempre é infarto: quando a crise de ansiedade leva pacientes ao pronto atendimento 

Coordenador do Pronto Atendimento da Santa Casa de São José dos Campos explica por que crises de ansiedade levam pacientes à emergência

Crises de ansiedade e a busca por atendimento médico

O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da saúde mental, da prevenção de transtornos emocionais e do cuidado contínuo com o bem-estar psicológico. Além dos impactos emocionais, os transtornos mentais também estão diretamente relacionados ao aumento da procura por atendimentos em serviços de urgência e emergência.

Na Santa Casa de São José dos Campos, é comum a chegada de pacientes relatando sintomas como dor no peito, falta de ar, taquicardia, sudorese, tontura e sensação iminente de morte, sinais frequentemente associados a quadros de infarto. No entanto, após avaliação clínica e exames, muitos desses casos são diagnosticados como crises de ansiedade ou síndrome do pânico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum transtorno mental, sendo ansiedade e depressão os quadros mais comuns. Essas condições representam um impacto significativo não apenas na vida das pessoas, mas também para o sistema de saúde.

A importância do diagnóstico e do cuidado emocional

De acordo com o Dr. Pedro Ribeiro, Coordenador do Pronto Atendimento da Santa Casa de São José dos Campos, a ansiedade pode se manifestar de forma muito semelhante a um problema cardíaco. “Durante uma crise de ansiedade, o corpo entra em estado de alerta máximo. O coração acelera, a respiração fica curta e superficial, há sensação de aperto no peito e medo intenso, o que leva muitas pessoas a acreditarem que estão infartando”, explica.

O especialista destaca que, apesar de os sintomas serem assustadores, é fundamental procurar atendimento médico para descartar causas clínicas. “A avaliação médica é indispensável. No entanto, quando os exames descartam alterações cardíacas, isso indica que o cuidado deve seguir também na esfera da saúde mental”, ressalta.

O início do ano, segundo a psicóloga da Santa Casa, Carmela Silvana da Silveira, simboliza um momento propício para reflexões e mudanças. “O Janeiro Branco é uma oportunidade para refletirmos sobre a saúde mental com a mesma seriedade que dedicamos ao cuidado físico. Janeiro representa uma folha em branco, um convite simbólico à revisão de rotinas, emoções e relações”, afirma.

Além disso, Carmela alerta para sinais de sofrimento emocional que não devem ser ignorados. Entre eles estão alterações no sono e no apetite, irritabilidade constante, crises de choro, sensação de sobrecarga, medo excessivo e sintomas físicos recorrentes sem causa orgânica aparente. “Quando o corpo fala repetidamente, é preciso escutar. A ansiedade não tratada tende a se intensificar e a impactar diretamente a qualidade de vida”, destaca.

Saúde mental infantil também deve ser observada

A atenção à saúde mental também deve começar na infância. Segundo a pediatra da Santa Casa de São José dos Campos, Dra. Lara Pires Bueno, crianças podem manifestar ansiedade e sofrimento emocional por meio de sintomas físicos, como dor de barriga frequente, dor no peito, falta de ar, náuseas. Além disso, crianças podem também apresentar alterações comportamentais, como irritabilidade, choro excessivo, dificuldades para dormir e queda no rendimento escolar. “Muitas vezes, a criança ainda não consegue nomear o que sente, e o sofrimento aparece no corpo”, explica.

Ela reforça o papel fundamental da família e da escola na identificação precoce desses sinais. “Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo intenso de separação e queixas físicas recorrentes sem causa clínica merecem atenção. O acompanhamento psicológico na infância ajuda a criança a desenvolver recursos emocionais saudáveis, prevenindo o agravamento dos quadros na adolescência e na vida adulta”, afirma.

Além do cuidado individual, a campanha também chama atenção para a importância do diálogo e do acolhimento. “Precisamos avançar na superação dos estigmas que ainda cercam a saúde mental. Muitas pessoas chegam ao hospital com vergonha de admitir que estão emocionalmente exaustas. Falar sobre emoções e buscar ajuda profissional são atitudes de autocuidado”, conclui. 

Crédito da foto: Divulgação/Freepik

Sobre a Santa Casa de São José dos Campos

Com 126 anos de história, a Santa Casa de São José dos Campos é um complexo hospitalar de referência na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, que alia inovação e tradição no cuidado à saúde. Primeira Santa Casa do Brasil a obter certificado ONA (Organização Nacional de Acreditação), a instituição recentemente conquistou a certificação por distinção pelo IQG (Instituto Qualisa de Gestão) nas áreas de Enfermagem e Serviços de Terapia Intensiva, além da recertificação ONA nível 3.

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